domingo, 25 de setembro de 2016

Prêt-à-porter: homens e carros sintonizados

Compre um carro, que lhe vista bem. Esse foi o conselho de um paquera, mais que amigo, quando conversávamos sobre carros. Desde então, cheguei à conclusão: procure um amor que lhe caia bem, com bom acabamento, independente da conta bancária. Assim como há tecidos nobres, carros também funcionam assim. Nem sempre o melhor vestido é o mais caro. Há vestidos, um tanto quanto baratos, que podem provocar o mesmo frisson de um modelo grifado.

Falando de carros e tecidos, há um universo a ser explorado: os populares, os ordinários, os bonitos, os confortáveis e os tops de linha. Em qualquer categoria, há sempre um pronto para deixar você de bem com a vida. Ao escolher um carro, procuro sempre aliar três itens de série: design, conforto e economia. Depois de equacionar essas três variáveis, meu fiel companheiro é um modelo francês, que despenteia os meus cabelos pelas curvas da cidade.

Ao pensar em carros, é inevitável associá-los aos homens. Talvez, "a máquina" seja o símbolo máximo do status masculino. A neurociência e a psicologia podem explicar esse fascínio absoluto que o automóvel exerce sobre 10 a cada 11 homens. Você não leu errado, é exatamente assim. Só aquele 10% não se liga nos motores e nas potências dos cavalos. 

Quando for escolher um novo amor, lembre do homem prêt-à-porter. Aquele que está pronto para você, que não precisa de amores parcelados nem de garantias para ser levado. Pouco importa se o modelo é novo ou usado. Se a companhia lhe cair bem, nem olhe para o lado. Segure na mão e desligue o piloto automático. Só não esqueça de dosar o limite de velocidade para não acelerar ou frear demais o relacionamento.

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