quinta-feira, 23 de agosto de 2018

No choro e no soro

Apenas uma noite de choro
Você me deixou no soro 
Apenas uns dias de namoro 
Era ilusão ou sonho 

Quando tudo era tão lindo 
O começo parecia destino 
Nós dois juntos 
Vivendo um dia de domingo 

A conexão seguia perfeita 
Qualquer fuso horário 
Não tinha desfeita
Até que tudo se apagou 

Apenas uma noite 
Você ficou estranho 
Parou a história no tempo 
Só por causa do seu medo 



segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Fuso horário ou confusão?

A imagem que desmonta é o ponto final. Da estrada, da casa, do caminho até o sonho. Num encontro tão sereno, não buscava nada naquela noite de sexta. Casualmente,

domingo, 12 de agosto de 2018

Arrumando o coração

Ele sempre me segurou no colo e foi meu abrigo nos dias de frio. Com ele, aprendi a cultivar o sabor pelas letras e a me encantar pelas histórias. Ele me ensinou a caminhar com meus próprios pés, mostrando por onde ir. Quando eu estava triste, ele dizia pra mim: “Filha, você tem o sorriso de uma pessoa vitoriosa”. Até hoje, lembro dessa frase... Ela funciona como um mantra para levantar o astral nas fases ruins. Toda vez, recordo também da canção de Ivan Lins...

Nesta semana com acontecimentos difíceis, essa lembrança me aquece. Eu que sou frágil por dentro, sigo desmoronando diante dos terremotos que o coração apresenta. Mesmo sendo corajosa e forte para seguir em frente, sinto de novo um vazio porque ele partiu.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Noite insana

Enquanto sinto a dor palpitando, lembro que tudo é passageiro. Inclusive, essa sexta-feira com sintomas de saudade. Lá fora anoitece e os planos continuam acordados. Ainda que eu adormeça, fico à espera do futuro. Amanhã, quando clarear, quero refletir bons fluidos. Apenas um dia foi capaz de desmontar a estrutura. E agora, por onde posso seguir em frente? Segurando na mão de Deus, penso ser a melhor companhia. Nessa noite de tormenta, quando tudo risca, rabisca e rasga, quero apenas sossego. Minha prece vem sem pressa. Peço paz. Gentil e genuína, anuncio a alvorada. Renascer para crescer.,

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Qual é a sua marca registrada?

Ele me pediu pra não fazer tatuagem, para não marcar a pele com bobagem. Confesso estar em dúvida do que fazer. Afinal, até hoje não fiz por causa da dor. Então, continuo pensando se sigo sonhando ou se faço algo “radical”. Com cabelos ao vento, investi muito de mim em cada momento. Subi na garupa da moto, me equilibrei e me desprendi de qualquer medo.

Sinto-me cada vez mais feliz e plena de ser a mulher que eu escolhi e consegui. Sou cheia de sonhos, com erros e acertos, qualidades e defeitos. Essa é a minha marca registrada, que levo comigo pelo mundo afora. Sou assim feita de doçuras, algumas dores e outras agruras. A minha imagem traz o retrato de todas as fases, boas e ruins, pelas quais passei. A caminhada teve bons encontros, lugares de tirar o fôlego e, também, muitas pedras. Tropecei em muitas e, às vezes, até caí no chão. Agora, estou firme e forte para vencer qualquer obstáculo. Que a vida seja leve, suave e simples hoje e sempre.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Lua quase cheia

O tempo abriu, quando a lua ficou cheia. Para trás, deixou dias nublados e sentimentos embaçados. Por dentro, buscou a força para acreditar nos sonhos e seguir em frente. Para cima, olhou para o céu e pediu a Deus que abençoasse o caminho, a estrada e a paisagem. Para fora, descobriu a certeza de que  ávida estava no trabalho lho certo.

Oito dias se passaram até soar a campainha. Era o motivo da espera. Um homem perfumado com sotaque estrangeiro. Enquanto escrevia seus pensamentos na pureza do papel, deixava sua marca no destino. As palavras iam ganhando espaço e aumentavam a intensidade da sua descoberta.

Aos 39, começou a ver a luz no fim do túnel. Esse era o combustível para mover toda a engrenagem, até então parada. A cada pequeno passo alcançado, comemorava com suspiros de felicidade. Parecia que os querubins, finalmente, abriram as portas.

Então, o passado foi limpo. Não havia mais medo; estava pronta para a entrega. Um sofá cor de pêssego era o seu companheiro nas noites solitárias. Aliás, já estava tão acostumada com a solitude, com o jeito arredio dos recomeços. Voava longe mesmo quando estava apenas lendo.

O ciclo fechou, levando embora a angústia e a incerteza. Foram tantas voltas, idas e vindas, até o calendário marcar a virada. Uma noite 27, num mês que não era dezembro, esse foi o início do seu novo ano. Podia ler o tarô, buscar o conforto no horóscopo ou somente sentir o pulsar da intuição. Estava escrito com letras bordadas. O caderno era testemunha do amor que acontecia entre quatro paredes. Maktub! Amém! Om Shanti!

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Por onde andas?

Eu já fiz de tudo. Tentei muita coisa e pouco deu certo. Toda vez, acho que estou acertando a direção,  mas o sinal fecha. Espero o tempo abrir, ainda assim nada é tão simples ou fácil. Vou driblando as barreiras, contornando as vias de mão dupla, procurando o melhor caminho. Às vezes, saio da pista para não perder a direção. Talvez a carteira seja apenas uma permissão temporária. Conviver com essa situação tão provisória vai cansando até os motoristas experientes. Sinto incômodo por não conseguir ir adiante nessa estrada.